22 Out

Os melhores parques e jardins em Lisboa

Do jardim da Estrela a Monsanto, espaços verdes não faltam na cidade. Descubra os melhores parques e jardins em Lisboa.

Com todos os cuidados que deve ter e mantendo a distância social recomendada pelas autoridades de saúde, faça o favor de apanhar um arzinho por aqui – se optar por juntar uma grupeta lembre-se que não poderão ser mais que dez. Seja para uma breve caminhada, corrida ou para uma visita prolongada aos relvados, seja prudente. Evite por agora os parques infantis (brincar na relva também é divertido), os circuitos desportivos ou as mesas comunitárias para piqueniques. Do jardim da Estrela ao pulmão verde de Lisboa – falamos do Monsanto, pois claro –, espaços verdes não faltam na cidade.

 

1. Jardim do Torel

A requalificação do Jardim do Torel, na Colina de Santana, chegou ao fim, finalmente, e depois de muitas mudanças. Promovida pela Junta de Freguesia de Santo António, a intervenção contou com o planeamento da arquitecta paisagista Raquel Alho, que desenhou espaços para os utilizadores se sentarem na relva, envolvidos por canteiros de maçarocos (orgulho-da-Madeira) e plantas aromáticas, como a lavanda ou a verbena. No projecto, que teve como base a ideia de “jardim do amor”, os bancos foram restaurados e em cada um deles pode ler-se poesia de nomes como Ary dos Santos, Fernando Pessoa ou o letrista João Monge (autor de “Os Loucos de Lisboa”). O lago artificial, no patamar superior, está límpido e fresco e ao centro a escultura feminina voltou a erguer uma lâmpada luminosa. O ginásio ao ar livre do Jardim do Torel também está pintado de fresco e, na outra ponta, encontra um pequeno gazebo em ferro onde pode ler ou sentar-se só a apreciar a vista sobre a cidade.

 

2. Jardim Botânico de Lisboa

Fechou em Outubro de 2016, e este espaço verde com mais de 140 anos de história foi devolvido à cidade em Abril de 2018 depois das obras estruturais que recuperaram o pavimento de todos os caminhos e os gradeamentos que revelam pontos de observação das colecções botânicas. O Jardim ganhou também um anfiteatro e novos bancos plantados ao longo dos percursos. É um belo local para uma sessão fotográfica em cenário tropical-urbano, ou simplesmente para se esquecer que está em pleno centro lisboeta.

 

3. Jardim Caixa

Junto à sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), na Avenida João XXI, abriu ao público o novo Jardim Caixa, um espaço verde muito fresco, graças aos jactos de água que saem dos lagos artificiais, composto por diversas áreas de repouso que acompanham um roteiro artístico pelas esculturas do espaço, mesmo ali ao lado da Culturgest. As melhorias feitas ao jardim pré-existente, da autoria do arquitecto Caldeira Cabral, passaram pela criação de condições de segurança e acessibilidade para os novos visitantes, nomeadamente cidadãos com mobilidade reduzida. A circulação faz-se através de um caminho pedonal que liga a zona alta a nascente à zona baixa a poente, áreas ligadas por uma escada. Mas para que a toda a população possa aceder, sem obstáculos, à zona poente do jardim, foi criado mais um acesso a partir da João XXI. Foram ainda criadas zonas de estar na zona alta do jardim, foi reforçada a iluminação e colocada sinalética com horários e principais pontos de interesse. Durante o percurso pode conhecer de perto esculturas e outros objectos de arte, como a escultura em bronze de duas estátuas no Lago do Jardim Norte, chamada “Secreta Mensagem” (1989), da autoria do escultor Lagoa Henriques.

 

4. Jardim da Cerca da Graça

É um segredo mal guardado à vista de todos. Ainda poucos o conhecem, mas é o maior espaço verde de acesso público da zona histórica de Lisboa. É ideal para um piquenique em que leve a família toda atrelada, com uma vasta área relvada para estender toalha. O jardim tem três miradouros, uma zona com parque de merendas e um pomar. Os miúdos têm espaço que sobra para um correr, dar toques na bola ou jogar ao lencinho com a família – é só uma ideia.

 

5. Jardim da Estrela

É “o” jardim. Plantado no coração de Lisboa, perfeito para ir para fora cá dentro. Foi desenhado há 174 anos naquela assimetria cuidada dos jardins tropicais. Tem meia dúzia de clareiras relvadas a pedir piqueniques e tardes de sorna com um livro; uma frota de bancos a ladear o passeio público, que é também um dos melhores circuitos de corrida da cidade. A servir de apoio, duas esplanadas de dois quiosques.

 

6. Jardim da Gulbenkian

São provavelmente os jardins mais icónicos de Lisboa, projectados pelo arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. São o local ideal para passear com os miúdos ou para não fazer nada, ou seja, para se estender na relva. Os Jardins da Gulbenkian são também muito procurados à hora de almoço. Há espaços escondidos entre as árvores, lagos, percursos de pedra, tartarugas com fama de morder e pássaros que nunca mais acabam.

 

7. Jardim das Ondas

Aqui há espaço para praticar a distância à vontade. Está entre o Oceanário de Lisboa e o Tejo, e chama-se assim porque o terreno simula o ritmo do oceano e o movimento das águas, um projecto da autoria da artista Fernanda Fragateiro. Além de poder deixar os miúdos correr à vontade, pode deitar-se na relva e ter um encosto natural, quer mais?

 

8. Campo das Cebolas

É um admirável mundo novo que surgiu no Campo das Cebolas. Depois de vários anos com a zona transformada num estaleiro e trânsito entupido, surgiu este espaço verde na cidade mesmo à beira-rio. Quem prefere a relva também se pode deitar e fazer a fotossíntese estendido no verde.

 

9. Jardim de Santos

Abandonado durante anos, o Jardim de Santos (oficialmente Jardim Nuno Álvares) reabriu a fazer pandã com a requalificação levada a cabo pela Câmara Municipal de Lisboa na zona envolvente, dotada de ciclovia e passeios bem largos. Muita relva e novo mobiliário urbano fazem parte do cenário.

 

10. Jardim do Campo Grande

Foi aos poucos que o Campo Grande ganhou uma nova vida. O jardim ganhou nova mobília, vegetação e um novo nome: Jardim Mário Soares, em homenagem ao histórico líder do PS que morava ali ao lado e tinha por hábito ali dar os seus passeios. O lago dos barquinhos a remo (parados por agora) continua todo bonito, e pode aproveitar a relva e sombras em redor durante o bom tempo.

 

Fonte: TimeOut

Texto: Cláudia Lima Carvalho, Francisca Dias Real e Vera Moura

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